
No longínquo ano de 1666, ao cair da árvore, uma maçã despertou a curiosidade de Isaac Newton e assim começou uma das grandes revoluções da ciência moderna. “Por que caiu a maçã?”, perguntou-se Newton. “Ninguém lhe deu impulso para que caísse. Ninguém a jogou ao solo. Estando madura, desprendeu-se da árvore, está certo. Mas isso não significava, em absoluto, que devesse cair, por si só sobre a Terra. A não ser que algo a impelisse para isto. Mas o quê? ”.
Partindo desta pergunta, chegou à descoberta de uma das mais importantes leis científicas, chamada “Lei da gravitação universal”. Se a maçã e todos os outros corpos – caem à Terra sem que possuam qualquer velocidade inicial, então a Terra deve ter uma força de atração que os obrigue a cair.
Mas esta força de atração não seria idêntica a que mantém a Lua em órbita ao redor da Terra? E o Sol não seria também capaz de exercer a força de atração, para manter a Terra e os demais planetas ao seu redor? E, no fundo, não haveria uma força de atração mútua entre todos os corpos?
Comparando então a queda dos corpos, junto à superfície da Terra, com a “queda” da Lua na respectiva órbita distante, Newton completou esta hipótese, estabelecendo que a atração da Terra devesse variar na razão inversa do quadrado da distância. E assim formulou a lei genial da gravitação no Universo. Tinha então 24 anos.

