quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

EM BUSCA DA “PARTÍCULA DE DEUS”

Modelo de produção esperado para os bósons na colisão de prótons


Um grande desafio ainda hoje é entender a natureza “atômica” da gravitação. Uma forma de unir o mundo microscópico e o macroscópico. Mas entender como o universo formou-se e mantém-se unido vai mais além do que a gravitação. Saber que houve o Big Bang é uma coisa, entender como a matéria se formou a partir dele exige muito mais formulações do que se imagina. Eis aqui o cerne da questão: encontrar a partícula primordial da Criação, o que os cientistas chamam a “partícula de Deus.” Uma das teorias mais aceitas sobre o universo - a do Modelo Padrão, tenta explicar como as partículas obtiveram massa.

Segundo essa teoria, o universo foi resfriado após o Big Bang, quando uma força invisível, a partir do Campo de Higgs, formou-se junto de partículas associadas, os Bósons de Higgs, transferindo massa para outras partículas fundamentais.


Um pouco sobre interações

Todas as forças que se observam na natureza podem ser explicadas em termos de quatro interações fundamentais que ocorrem entre as partículas elementares:

1.         A força gravitacional;

2.         A força eletromagnética;

3.         A força nuclear forte (também chamada força hadrônica);

4.         A força nuclear fraca.

A gravitação é uma das quatro interações básicas da natureza. Embora tenha importância desprezível nas interações das partículas elementares, a gravitação tem significado primordial nas interações de corpos de grandes dimensões. É a gravitação que nos mantém na Terra e que mantém a Terra e os outros planetas no sistema solar. Seu papel é importante no desenvolvimento das estrelas e no comportamento das galáxias. Num certo sentido, é a gravidade que mantém o universo unido.

M16 - A Fonte: NASA

Em meados dos anos 1960, um grupo de cientistas desenvolveu uma teoria que previa a existência de um campo especial. Este campo seria responsável pelas propriedades de massa e energia do universo. O campo de Higgs, como ficou conhecido, atuou como uma força moderadora, que impediu que o Universo se “espalhasse” de modo brusco. Ou seja, ele funcionou como uma grande piscina cósmica onde as partículas sofreram uma forma de resistência e adquiriram massa ao atravessá-lo. É basicamente este campo que explica a presença da massa no universo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LEVITAÇÃO QUÂNTICA: O TRANSPORTE DO FUTURO?





Há muito tempo cogita-se a possibilidade de criar carros voadores ou flutuantes. Muitos filmes de ficção científica mostram esse tipo de veículo como o transporte do futuro. Mas essa tecnologia é possível?

 Abordo aqui os princípios básicos e discuto as principais limitações físicas e econômicas desse projeto.

Em primeiro lugar, agradeço a sugestão do leitor Joelmyr Martins [futuro físico], que motivou esse post. Demorei um pouco a responder, pois pretendo abordar o tema de forma acessível e objetiva.


Antes, um pouco sobre supercondutividade...

Aprendemos de modo elementar que os materiais se classificam em isolantes ou condutores. É didático, mas é um modo superficial de encarar os fatos. A ciência nos permite um olhar mais analítico e aprofundado das coisas e assim é mais correto falar em condutividade e suas características.

Os materiais apresentam propriedades magnéticas mais ou menos acentuadas de acordo com algumas variáveis e condições. Nesse contexto, surgem os supercondutores, materiais que transportam energia elétrica praticamente sem dispersão. Neste caso, a temperatura é crucial para determinar a condutividade. Quanto mais baixa for, melhor é a condução. Eletricidade e magnetismo se confundem e o que vale para campos elétricos aplica-se, de certo modo, também aos campos magnéticos. 

 
Trilha magnética. A baixa temperatura cria campos homogêneos e intensos.

sábado, 21 de janeiro de 2012

APAGÃO NA INTERNET

 


Uma notícia que nos últimos dias vem circulando na rede tem preocupado muita gente. Trata-se de um possível “blecaute” na internet. A mídia especula sobre o fechamento quase geral de sites de compartilhamento de músicas, vídeos e imagens e de blogs que patrocinam a pirataria e conteúdos ilegais.



Resolvi escrever a respeito e adiantar que não há motivo para pânico! Leia até o final e você vai entender porque isso não vai dar certo.




O que há de concreto?   


Em primeiro lugar, esse projeto de lei é norte-americano. Se vigorar, as leis valerão no território deles. Afetaria a nós de forma indireta pelo fato de as grandes corporações tais como o Google e Facebook possuírem milhões de usuários ao redor do mundo. E você sabe... o que os gringos fazem querem copiar por aqui.   



Mas sinceramente... não há nada de novo nessas leis. Já em 2006 tramitava no Congresso americano um protótipo do que hoje se chama Leis Antipirataria e Proteção da Propriedade Intelectual. Essas leis ou “restrições” como eles gostam de chamar, vem aos poucos punindo e fechando blogs que veiculam conteúdos considerados como spam, pirataria e que violam as Políticas de Privacidade ou Conteúdo. Foi por essa razão que comprei um domínio próprio, mas não é garantia 100%.  



O SOPA



Intitulado SOPA (Stop Online Piracy Act), o projeto ganhou forma e evoluiu, tendo sido apresentado desde Setembro de 2011 pelo presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, o texano Lamar Smith.


           
Também apresentado para o Senado americano com o nome de “Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act” (Ato de Prevenção Real a Ameaças Online à Criatividade Econômica e Roubo de Propriedade Intelectual).

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