
Há
muito tempo cogita-se a possibilidade de criar carros voadores ou flutuantes. Muitos filmes
de ficção científica mostram esse tipo de veículo como o transporte do futuro. Mas essa tecnologia é possível?
Abordo aqui os princípios básicos e discuto as principais limitações físicas e econômicas desse projeto.
Abordo aqui os princípios básicos e discuto as principais limitações físicas e econômicas desse projeto.
Em
primeiro lugar, agradeço a sugestão do leitor Joelmyr Martins [futuro físico],
que motivou esse post. Demorei um
pouco a responder, pois pretendo abordar o tema de forma acessível e objetiva.
Antes,
um pouco sobre supercondutividade...
Aprendemos
de modo elementar que os materiais se classificam em isolantes ou condutores.
É didático, mas é um modo superficial de encarar os fatos. A ciência nos permite
um olhar mais analítico e aprofundado das coisas e assim é mais correto falar
em condutividade e suas características.
Os
materiais apresentam propriedades magnéticas mais ou menos acentuadas de acordo
com algumas variáveis e condições. Nesse contexto, surgem os
supercondutores, materiais que transportam energia elétrica praticamente sem
dispersão. Neste caso, a temperatura é crucial para determinar a condutividade.
Quanto mais baixa for, melhor é a condução. Eletricidade e magnetismo se
confundem e o que vale para campos elétricos aplica-se, de certo modo, também aos campos magnéticos.

Trilha magnética. A baixa temperatura cria campos homogêneos e intensos.